Transformação da Diplomacia na China sob a Ordem Westfaliana: Tensões Geopolíticas e Relações Sino-Europeias (Séculos XVIII-XIX)
DOI:
https://doi.org/10.14195/1645-2259_26-1_4Palavras-chave:
sistema tributário, sinocentrismo, Guerras do Ópio, embaixada Macartney, ChinaResumo
Este artigo explora as relações diplomáticas entre a China e a Grã-Bretanha, centrando-se na tentativa fracassada de impor o modelo westfaliano à China Qing. Pretende-se dar uma abordagem diferente ao estudo do exercício do poder e das relações internacionais durante a dinastia Qing, através de uma análise qualitativa dos textos e manuscritos dos jesuítas como testemunhas privilegiadas na corte imperial. Assim, aplica-se a proposta de uma história conectada para analisar, através de vários textos de missionários cristãos, o desenvolvimento, as complexidades e os rituais culturais em que se baseavam as relações internacionais da China imperial. A principal novidade deste estudo é oferecer uma reavaliação através de uma análise qualitativa, relativa a aspetos culturais e sociais em torno do exercício do poder e da articulação das relações internacionais da China, revendo a missão diplomática britnica liderada por Lord Macartney.
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