De mulher para mulher: capelas e morgados de sucessão feminina nos territórios da coroa Portuguesa (sécs. XIV-XVII)
DOI:
https://doi.org/10.14195/1645-2259_26-1_1Palabras clave:
vínculos, morgados, capelas, sororidade, géneroResumen
Este artigo explora um conjunto de fundações vinculares levadas a cabo em territórios da coroa portuguesa entre os séculos XIV e XVII, caraterizadas pela inversão dos princípios sucessórios mais comuns: ao invés de privilegiarem a sucessão por masculinidade e primogenitura, estas instituições preferiam explicitamente a sucessão feminina, transmitido o vínculo de mulher para mulher. A análise desta amostra é feita sob vários pontos de vista: a partir de problemas arquivísticos e da representatividade da informação; caraterizando sociologicamente quem funda estes vínculos; mapeando as estruturas parentais e o modo como se procura imaginá-las e organizá-las; e procurando compreender as modalidades organizativas no que concerne aos encargos pios e a outros dispositivos suscetíveis de constituir formas de distinção social e de construção identitária. Esta análise parte também de uma questão, suscitada pela historiografia sobre temáticas paralelas, em especial para os séculos XVI-XVII: foram estas fundações vínculos de sororidade?
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