Será que valeu a pena? A avaliação da experiência do tratamento de procriação medicamente assistida pelos casais inférteis e ajustamento psicossocial um ano após o tratamento

  • Mariana Moura-Ramos Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
  • Maria Cristina Canavarro Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra

Resumo

O recurso a técnicas de procriação medicamente assistida (PMA) tem sido descrito como um acontecimento exigente física e psicologicamente. No presente estudo, e utilizando um desenho longitudinal., pretendemos descrever as mudanças no ajustamento psicossocial desde o momento do tratamento até um ano após o tratamento, em 33 casais inférteis portugueses, bem como avaliar, de forma retrospetiva, a experiência do tratamento. Os resultados mostraram que, quando comparado o momento tratamento com um ano mais tarde, os casais cujos tratamentos tinham sido bem- sucedidos tiveram um aumento das emoções positivas e diminuição das negativas. No entanto, de um modo geral, todos os casais avaliaram de forma positiva o tratamento de PMA, independentemente do seu resultado, apesar de os casais que alcançaram uma gravidez terem avaliado a experiência de forma mais positiva. Pode concluir-se que a reatividade emocional e a avaliação da experiência são em parte influenciadas pelo resultado do tratamento.

Palavras-chave

Infertilidade, Ajustamento psicossocial, Fertilização in Vitro

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Publicado
2018-02-09
Como Citar
MOURA-RAMOS, Mariana; CANAVARRO, Maria Cristina. Será que valeu a pena? A avaliação da experiência do tratamento de procriação medicamente assistida pelos casais inférteis e ajustamento psicossocial um ano após o tratamento. Psychologica, [S.l.], v. 61, n. 1, p. 107-123, fev. 2018. ISSN 1647-8606. Disponível em: <http://impactum-journals.uc.pt/psychologica/article/view/5212>. Acesso em: 11 dez. 2018.
Secção
Artigos