Do Autismo à Queerness

As Políticas Mutáveis da Representação em Atypical

Autores

  • Marta Lopera-Mármol Universitat Oberta de Catalunya, Faculty of Information and Communication Sciences, GAME research group — Spain https://orcid.org/0000-0002-0827-4044
  • María-José Establés Universidad de Castilla-La Mancha, Faculty of Communication, GEOMEDIAV Research Group — Spain https://orcid.org/0000-0001-9674-3981
  • Mar Guerrero-Pico Universitat Pompeu Fabra, Faculty of Communication, MEDIUM research group — Spain https://orcid.org/0000-0002-4887-2348

DOI:

https://doi.org/10.14195/2183-5462_48_4

Palavras-chave:

Autismo, Fandom, Representação queer, Neurodiversidade, Série de televisão, Atypical

Resumo

Este artigo examina a política em transformação da representação na série Atypical (2017-2021), da Netflix. Por meio de uma análise de conteúdo qualitativa da série completa e de comentários de fãs no X (Twitter), o estudo explora a transição da narrativa, que inicialmente se centrava no autismo e na passagem à vida adulta, para um foco crescente na visibilidade queer ” mudança amplificada pela revelação pública de uma das atrizes principais como pessoa não binária. Embora a série nem sempre ofereça uma representação impecável e, por vezes, recaia em estereótipos conhecidos, ela procura ativamente desafiar e corrigir essas representações, demonstrando um compromisso com retratos mais complexos da identidade. A convergência entre as narrativas dentro e fora da tela evidencia como a autenticidade funciona simultaneamente como capital cultural e comercial, ao mesmo tempo em que revela as dinmicas competitivas da visibilidade representacional na mídia de streaming contempornea. Em vez de interpretar essa guinada queer como problemática, o artigo defende uma política da multiplicidade que sustente narrativas interseccionais de neurodiversidade, gênero, sexualidade, classe e raça, em vez de privilegiar um único eixo de marginalização. Por fim, o estudo contribui para os debates atuais sobre representação televisiva ao demonstrar como as lógicas das plataformas, os discursos do público e o trabalho criativo coproduzem regimes em evolução de visibilidade, empatia e normalização.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografias Autor

Marta Lopera-Mármol, Universitat Oberta de Catalunya, Faculty of Information and Communication Sciences, GAME research group — Spain

Marta Lopera-Mármol é professora na Universitat Oberta de Catalunya (UOC) e membro do grupo de pesquisa GAME. É doutora em Comunicação (Cum Laude) pela Universitat Pompeu Fabra, com menção internacional pela Universidade de Cambridge e pela Sorbonne Nouvelle III. Lopera-Mármol lecionou em diferentes universidades e publicou diversos capítulos de livros e artigos em revistas indexadas com revisão por pares. Sua pesquisa concentra-se em ecocinema, transtornos mentais e séries de televisão.

Estudis de Ciències de la Informació i la Comunicació, mloperama@uoc.edu, https://orcid.org/0000-0002-0827-4044 , Rambla del Poblenou, 154-156, Sant Martí, 08018 Barcelona, España

María-José Establés, Universidad de Castilla-La Mancha, Faculty of Communication, GEOMEDIAV Research Group — Spain

´María José Establés Heras é doutora em Comunicação (Universitat Pompeu Fabra). É professora assistente de Alfabetização Midiática e Projetos Transmídia na Universidade de Castilla-La Mancha, além de co“investigadora principal do grupo de pesquisa GEOMEDIAV. Suas principais linhas de pesquisa concentram-se na análise de audiências e fãs a partir de uma perspectiva sociopolítica, na representação midiática em séries de televisão e na alfabetização midiática de jovens e adolescentes. Seus trabalhos foram publicados em diversas revistas indexadas, como Critical Sociology, Media & Communication, Politics & Governance e Learning, Media & Technology.

Facultad de Comunicación
Universidad de Castilla-La Mancha
Edificio Polivalente
Plaza de la Libertad de Expresión, s/n
CP. 16071 Cuenca (España)

Mar Guerrero-Pico, Universitat Pompeu Fabra, Faculty of Communication, MEDIUM research group — Spain

Mar Guerrero-Pico é Professora Tenure-track na Universitat Pompeu Fabra e membro do grupo de pesquisa MEDIUM. Ela co-lidera o projeto nacional de P&D LITERAC_IA, que investiga as principais práticas e os processos de aprendizagem informal de adolescentes com inteligência artificial. Sua pesquisa concentra-se em culturas de fãs, letramento transmídia e séries de televisão. Seu trabalho foi publicado em revistas renomadas como New Media & Society e Social Media + Society.

Universitat Pompeu Fabra, Departament of Communication,

Carrer de Roc Boronat, 138, Office 52.833, 08018, Barcelona (Spain)

Referências

American Psychiatric Association. (2013). Diagnostic and statistical manual of mental disorders (5th ed.). American Psychiatric Publishing.

Banet-Weiser, S. (2018). Empowered: Popular feminism and popular misogyny. Duke University Press.

Charmaz, K. (2006). Constructing grounded theory: A practical guide through qualitative analysis. Sage.

Davidson, J., & Henderson, V. L. (2010). "Coming out" on the spectrum: Autism, identity and disclosure. Social & Cultural Geography, 11(2), 155-170. https://doi.org/10.1080/14649360903525240

Draaisma, D. (2009). Stereotypes of autism. Philosophical Transactions of the Royal Society B: Biological Sciences, 364, 1475-1480. https://doi.org/10.1098/rstb.2008.0324

Grandío-Pérez, M. (2016). Adictos a las series: 50 años de lecciones de los fans. Editorial UOC.

Han, B. C. (2012). La sociedad del cansancio. Herder.

Han, B.C. (2017). The expulsion of the other: Society, perception and communication today. Polity Press.

Harper, S. (2009). Madness, power and the media: Class, gender and race in popular representations of mental distress. Palgrave Macmillan.

Hochschild, A. R. (2003). The managed heart: Commercialization of human feeling. University of California Press.

Jack, G. (2014). Giving them something they can feel: Producing affect and selling stories in autism awareness campaigns. Social Text, 32(4), 115-137. https://doi.org/10.1215/01642472-2790076

Kim, M. (2019, November 15). Atypical actor Brigette Lundy-Paine comes out as nonbinary. Them. https://www.them.us/story/brigette-lundy-paine-comes-out-nonbinary

Lord, C., Elsabbagh, M., Baird, G., & Veenstra-VanderWeele, J. (2018). Autism spectrum disorder. The Lancet, 392(10146), 508-520. https://doi.org/10.1016/S0140-6736(18)31129-2

Mastandrea, P. B. (2020). El espectro autista y la inclusión en las series actuales. In I. Badii-Cambra & J. Martínez-Lucena (Eds.), Imaginarios de los trastornos mentales en las series (pp. 159-173). Editorial UOC.

McMahon-Coleman, K., & Weaver, R. (2020). Mental health disorders on television: Representation versus reality. McFarland & Company.

Morgan, J. (2019). Has autism found a place in mainstream TV? The Lancet Neurology, 18(2), 143-144. https://doi.org/10.1016/S1474-4422(18)30236-9

Murray, S. (2008). Representing autism: Culture, narrative, fascination. Liverpool University Press.

Nordahl-Hansen, A. (2017). Atypical: A typical portrayal of autism? The Lancet Psychiatry, 4(11), 837-838. https://doi.org/10.1016/S2215-0366(17)30397-8

Nordahl-Hansen, A., Tøndevold, M., & Fletcher-Watson, S. (2017). Mental health on screen: A DSM-5 dissection of portrayals of autism spectrum disorders in film and TV. Psychiatry Research, 262, 351-353. https://doi.org/10.1016/j.psychres.2017.08.050

Nordahl-Hansen, A., Ãien, R. A., & Fletcher-Watson, S. (2017). Pros and cons of character portrayals of autism on TV and film. Journal of Autism and Developmental Disorders, 47(8), 2519-2521. https://doi.org/10.1007/s10803-017-3390-z

Rajan, B. (2021). Popular culture and the (mis)representation of Asperger’s: A study on the sitcoms Community and The Big Bang Theory. In M. Johnson & C. J. Olson (Eds.), Normalizing mental illness and neurodiversity in entertainment media: Quieting the madness (pp. 66-82). Routledge.

Reynolds, D. (2018, September 9). Why Atypical is part of the queer TV revolution. The Advocate. https://www.advocate.com/television/2018/9/09/why-atypical-part-queer-tv-revolution

Rivkin, J., & Ryan, M. (Eds.). (2016). Literary theory: An anthology (3rd ed.). Wiley-Blackwell.

Wolff, S. (2018). Because he is different: Shifts in discourse and the increasing presence of autism in fictional television [Master’s thesis, University of Wisconsin“Milwaukee]. UWM Digital Commons. https://dc.uwm.edu/etd/2142

Villegas Simón, I., Sánchez Soriano, J. J., & Ventura, R. (2023). If you don’t "pass" as cis, you don’t exist’. The trans audience’s reproofs of Cis Gaze’and transnormativity in TV series. European Journal of Communication, 39(1), 22-36. https://doi.org/10.1177/02673231231163704 (Original work published 2024).

Downloads

Publicado

2026-05-07

Como Citar

Lopera-Mármol, M., Establés, M.-J., & Guerrero-Pico, M. (2026). Do Autismo à Queerness: As Políticas Mutáveis da Representação em Atypical. Media & Jornalismo, 26(48), e4804. https://doi.org/10.14195/2183-5462_48_4

Artigos Similares

1 2 3 4 5 > >> 

Também poderá iniciar uma pesquisa avançada de similaridade para este artigo.